Quem começa a pesquisar carregadores para veículos elétricos logo esbarra em duas siglas: AC e DC. A escolha entre elas define o custo do projeto, a infraestrutura elétrica necessária e, principalmente, quanto tempo o motorista vai ficar parado no seu ponto.
A diferença em uma frase
A bateria do carro só armazena corrente contínua (DC). A rede elétrica entrega corrente alternada (AC). Alguém precisa fazer essa conversão:
- No carregador AC (wallbox), quem converte é o próprio carro, por meio do carregador de bordo. Como esse componente é pequeno, a potência fica limitada — normalmente entre 6,6 e 11 kW, chegando a 22 kW em poucos modelos.
- No carregador DC, a conversão acontece dentro do totem, que entrega corrente contínua direto na bateria. Por isso ele trabalha com potências muito maiores: 80, 120, 160 kW ou mais.
Quanto tempo cada um leva
Para um carro com bateria de 60 kWh, como referência:
| Carregador | Potência | Tempo aproximado |
|---|---|---|
| Tomada comum 220 V | ~2,2 kW | mais de 24 h (10% → 100%) |
| Wallbox AC | 7,4 kW | ~8 h (10% → 100%) |
| Carregador DC | 80 kW | ~35 a 40 min (20% → 80%) |
O tempo real depende do carro: cada modelo tem um limite de potência que aceita em AC e em DC. Você pode comparar o seu veículo no nosso simulador de recarga.
Quando o AC é a melhor escolha
A wallbox é ideal onde o carro fica parado por horas:
- residências e vagas de condomínio;
- estacionamento de funcionários;
- hotéis e pousadas, com recarga durante a noite.
O investimento é menor e, em muitos casos, a instalação aproveita a infraestrutura elétrica existente.
Quando o DC faz sentido
O carregador rápido é para quem quer atender o motorista em uma parada curta:
- postos de combustível e lojas de conveniência;
- shoppings, supermercados e restaurantes de estrada;
- frotas que precisam voltar à rua entre turnos;
- operadores de recarga (CPOs) em corredores rodoviários.
Ele exige alimentação trifásica com mais potência disponível — às vezes com adequação do padrão de entrada ou subestação. Por isso, o primeiro passo é sempre um levantamento da rede do local.
E se eu quiser cobrar pela recarga?
Carregadores comerciais podem ser integrados a plataformas de gestão para cobrar por kWh ou por tempo, liberar a recarga por aplicativo ou cartão RFID e acompanhar o uso de cada ponto. Isso vale tanto para AC quanto para DC — mas é no DC, com maior giro de veículos, que a recarga costuma se tornar um serviço por si só.
Resumo
- Carro parado por horas → wallbox AC.
- Parada de 20 a 50 minutos → carregador DC.
- Os dois públicos no mesmo local → um projeto misto, com DC para o giro rápido e AC para as vagas de longa permanência.
Na dúvida, a Charge2GO faz o diagnóstico do local e indica o modelo e a potência adequados para o seu fluxo de veículos.
